História de Salvador começa a ser registrada/contada quando a região, antes mesmo de ser fundada a cidade, já era habitada desde o naufrágio de um navio francês, em 1510, de cuja tripulação fazia parte Diogo Álvares, o Caramuru. Em 1534, foi fundada a capela em louvor a Nossa Senhora da Graça, porque ali viviam Diogo Álvares e sua esposa, Catarina Paraguaçu.

Antes, porém, foi fundado o Forte de São marcelo, com sua estrutura gigantesca e sempre cercada de índios e portugueses.


Principais Eventos

Em 1536, chegou na região o primeiro donatário, Francisco Pereira Coutinho, que recebeu capitania hereditária de El-Rei Dom João III. Fundou o Arraial do Pereira, nas imediações onde hoje está a Ladeira da Barra. Esse arraial, doze anos depois, na época da fundação da cidade, foi chamado de Vila Velha. Os índios não gostavam de Pereira Coutinho por causa de sua crueldade e arrogância no trato. Por isso, aconteceram diversas revoltas indígenas enquanto ele esteve na vila. Uma delas obrigou-o a refugiar-se em Porto Seguro, com Diogo Álvares; na volta, já na Baía de Todos os Santos, enfrentando forte tormenta, o barco, à deriva, chegou à praia de Itaparica. Nessa, os índios fizeram-no prisioneiro, mas deram liberdade a Caramuru. Francisco Pereira Coutinho foi retalhado e servido numa festa antropofágica.

Primeiro Brasão de Armas da cidade de Salvador, meados do século XVII.

Em 29 de Março de 1549 chegam, pela Ponta do Padrão, Tomé de Sousa, e comitiva, em seis embarcações: três naus, duas caravelas e um bergantim, com ordens do rei de Portugal de fundar uma cidade-fortaleza chamada do São Salvador. Nasce assim a cidade de Salvador, já cidade, já capital, sem nunca ter sido província, e foi por muitos anos a maior cidade das Américas. Todos os donatários das capitanias hereditárias eram submetidos à autoridade do primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa. Com o governador vieram nas embarcações mais de mil pessoas. Trezentas e vinte nomeadas e recebendo salários; entre eles o primeiro médico nomeado para o Brasil por um prazo de 3 anos: Dr. Jorge Valadares; e o farmacêutico Diogo de Castro, seiscentos militares,

degredados, e fidalgos, além dos primeiros padres jesuítas no Brasil, como Manuel da Nóbrega, João Aspilcueta Navarro, e Leonardo Nunes, entre outros. As mulheres eram poucas, o que fez com que os portugueses radicados no Brasil, mais tarde, solicitassem ao Reino o envio de noivas. Talvez Tomé de Sousa tenha sido o primeiro visitante a apaixonar-se pelo local, como muitos após ele, pois disse ao funcionário que lhe entregou a notícia de que seu substituto estava a caminho: "Vêdes isto, meirinho? Verdade é que eu desejava muito, e me crescia a água na boca quando cuidava em ir para Portugal; mas não sei por que agora se me seca a boca de tal modo que quero cuspir e não posso". Após Tomé de Sousa, Duarte da Costa foi o governador-geral do Brasil, chegou a 13 de Julho de 1553, trazendo 260 pessoas, entre elas seu filho Álvaro, jesuítas como José de Anchieta, e dezenas de órfãs para servirem de esposas para os colonos. Mem de Sá, terceiro governador-geral, que governou até 1572, também contribuiu com uma grande administração.

Em 1572 o governo colonial dividiu o país em dois governos, um em Salvador, e o outro no Rio de Janeiro, esta situação se manteve até 1581, quando a capital do Brasil passou a ser novamente apenas Salvador. A capital foi transferida para o Rio de Janeiro definitivamente em 1763, pelo Marquês de Pombal.

Em Salvador concentrou-se uma grande população de europeus, índios, negros e mestiços - em decorrência da economia, centrada no comércio com engenhos instalados no vasto Recôncavo.

A cidade foi invadida pelos holandeses em 1598, 1624-1625 e 1638. O açúcar, no século XVII, já era o produto mais exportado pela colônia. No final deste século, a Bahia se torna a maior província exportadora de açúcar. Nesta época, os limites da cidade iam da freguesia de Santo Antônio Além do Carmo até a freguesia de São Pedro Velho. A Cidade do São Salvador da Bahia de Todos os Santos foi a capital, e sede da administração colonial do Brasil até 1763.

Em 1798, ocorreu a Revolta dos Alfaiates, na qual estavam envolvidos homens do povo como Lucas Dantas e João de Deus, e intelectuais da elite, como Cipriano Barata e outros profissionais liberais.

Em 1809, o Conde dos Arcos iniciou sua administração, a qual foi muito benéfica à cidade. Em 1812, ele inaugurou o Teatro São João, onde mais tarde Xisto Bahia cantaria 

suas chulas e lundus, e Castro Alves inflamaria a platéia com seus maravilhosos poemas líricos e abolicionistas. Ainda no governo do Conde dos Arcos, ocorreram os grandes deslizamentos nas Ladeiras da Gameleira, Misericórdia e Montanha.

Em 1835 ocorre a revolta dos escravos muçulmanos, conhecida como Revolta dos Malês.

Durante o século XIX, Salvador continuou a influenciar a política nacional, tendo emplacado diversos Ministros de Gabinete no II Reinado, tais como Saraiva, Barão do Rio Branco, Sousa Dantas e Zacarias.

Com a proclamação da República do Brasil, a capital do estado foi palco de incidentes na sucessão, com lutas entre populares e a polícia, como o que culminou com a deposição do governador José Gonçalves da Silva.

Em 1912 as disputas culminaram no bombardeio da capital, com a destruição total de grande parte de sua história.

             
            O
Farol da Barra

O Farol da Barra ou Farol de Santo Antônio localiza-se na antiga ponta do Padrão, atual Ponta de Santo Antônio, em Salvador, no litoral do estado da Bahia, no Brasil.

Torre troncônica em alvenaria com lanterna e galeria, 22 metros de altura e pintada com bandas preta e brancas. O farol está construído no interior do Forte de Santo Antônio da Barra.O Farol da Barra ou Farol de Santo Antônio localiza-se na antiga ponta do Padrão, atual Ponta de Santo Antônio, em Salvador, no litoral do estado da Bahia, no Brasil.

Torre troncônica em alvenaria com lanterna e galeria, 22 metros de altura e pintada com bandas preta e brancas. O farol está construído no interior do Forte de Santo Antônio da Barra

No século XVII, o porto de Salvador era um dos mais movimentados e importantes do continente, e era preciso auxiliar as embarcações que chegavam à Baía de Todos os Santos em busca de pau-brasil e outras madeiras-de-lei, açúcar, algodão, tabaco e outros itens, para abastecer o mercado consumidor europeu.

No fim desse século, após o trágico naufrágio do Galeão Santíssimo Sacramento, capitânia da frota da Companhia Geral do Comércio do Brasil, num banco de areia frente à foz do rio Vermelho, a 5 de maio de 1668, o Forte de Santo Antônio da Barra foi reedificado a partir de 1696, durante o Governo Geral de João de Lencastre (1694-1702), vindo a receber um farol - um torreão quadrangular encimado por uma lanterna de bronze envidraçada, alimentada a óleo de baleia -, de acordo com o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, o primeiro do Brasil e o mais antigo do Continente (1698), quando passou a ser chamado de Vigia da Barra ou de Farol da Barra.

O diário de bordo do corsário inglês William Dampier, em 1699, relata: "A entrada da Baía de Todos os Santos é defendida pelo imponente Forte de Santo Antônio, cujos lampiões acesos e suspensos para orientação dos navios, vimos de noite."

O Decreto Regencial de 6 de julho de 1832 determinou a instalação de um farol mais moderno, fabricado na Inglaterra, em substituição ao antigo. Ao término das obras, inauguradas em 2 de dezembro de 1839, o novo equipamento de luz catóptrico erguia-se sobre uma torre troncônica de alvenaria, com

alcance de dezoito milhas náuticas com tempo claro.

Em 1937, o antigo sistema "Barbier" (incandescente a querosene) de iluminação foi substituído por luz elétrica, comemorando-se o primeiro centenário do farol a 2 de Dezembro de 1939. Atualmente o farol encontra-se consagrado como um dos ícones da capital baiana, inspirando artistas e poetas.


 Forte de Santa Maria

Em 1809 estava artilhado com dezoito peças, três das quais imprestáveis, assim como a fortificação (SOUZA, 1885:92). Acredita-se que o autor tenha se baseado no "Parecer sobre a fortificação da Capital", do Brigadeiro José Gonçalves Leão, presidente da Junta encarregada pelo Governador da Bahia, em 1809, de propôr as obras necessárias para a defesa da península e do recôncavo (in: ACCIOLI. Memórias Históricas da Bahia. Vol. VI. p. 179 e segs). GARRIDO (1940) segue a informação de SOUZA (1885), porém considerando o ano como 1808 (op. cit., p. 86).

Ocupado pelos revoltosos durante a Sabinada (1837-1838), ao abandoná-lo os rebeldes levaram doze de suas peças para combater as tropas imperiais em outras partes de Salvador. Após o conflito, foi desarmado.

No contexto da Questão Christie (1862-1865), o "Relatório do Estado das Fortalezas da Bahia" ao Presidente da Província, datado de 3 de agosto de 1863, dá-o como reparado.

Do século XX aos nossos dias

No contexto da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), em 1915 encontrava-se em ruínas, conservando quatorze peças, inúteis (GARRIDO, 1914:86). De propriedade da União, o imóvel foi tombado pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional a partir de 1938. Passou para a administração do Ministério da Marinha a partir do ano seguinte, abrigando o Serviço Hidrográfico daquela arma, senutilizada atualmente como residência oficial do Comandante de Sinalização Náutica do Leste.

Curiosidades

Uma placa comemorativa, no lado direito do Portão de Armas, recorda aos visitantes:

"Aqui desembarcaram aos 9 de maio de 1624 os holandeses comandados por Albert Schonten e aos 30 de maio de 1625 as primeiras tropas restauradoras de D. Fadrique de Toledo Osório. IGHB 1938"

O Brasão Imperial, sobre a entrada, sobreviveu à Proclamação da República Brasileira, sendo digno de nota, assim como a fachada sul da Casa de Comando, recoberta de telhas, tratamento impermeabilizante comum, à época colonial, na região soteropolitana (SOUZA, 1983:171).

Para os aficcionados da telecartofilia, sua fachada e acesso ilustram um cartão telefônico da série Fortes de Salvador, emitida pela Telebahia em junho de 1998.



 

Câmara Municipal de Salvador

A Câmara Municipal de Salvador é o órgão legislativo do município de Salvador.

Foi construída em 1549 e já abrigou uma cadeia pública, e atualmente ainda funciona como Paço Municipal. Apesar do número de vereadores já ter excedido a sua capacidade, alguns vereadores têm seus gabinetes num outro prédio na Rua Ruy Barbosa no centro da cidade, Edifício Bahia Center, Anexo Vereador Emmerson José. O prédio da Câmara Municipal sofreu modificações no início do século XX, e ganhou uma fachada em estilo eclético, muito em voga na época. Nos anos 70 passou por uma segunda reforma, mas desta vez foi para resgatar o seu estilo de origem: o colonial.

Abaixo estão os que estão compondo a câmara municipal desde 2009, e seus respectivos partidos políticos.

A atual sede da Câmara Municipal de Salvador foi a antiga Casa de Câmara e Cadeia da Cidade de Salvador.

A fachada do prédio de arquitetura colonial do século XVII.



Palácio Rio Branco

O Palácio Rio Branco é a antiga sede do governo da Bahia, e um dos mais antigos palácios do Brasil. Está situado em Salvador, na Praça Tomé de Sousa, onde também se encontram a Prefeitura da cidade, a câmara municipal e o Elevador Lacerda.

O palácio começou a ser construído pelo primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa, em meados do século XVI, para ser o centro da administração portuguesa. No início era de taiO Palácio Rio Branco é a antiga sede do governo da Bahia, e um dos mais antigos palácios do Brasil. Está situado em Salvador, na Praça Tomé de Sousa, onde também se encontram a Prefeitura da cidade, a câmara municipal e o Elevador Lacerda.

O palácio começou a ser construído pelo primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa, em meados do século XVI, para ser o centro da administração portuguesa. No início era de taipa de pilão, recebendo posteriormente pequenas ampliações. Teve várias funções, como quartel e prisão. Abrigou Dom Pedro II, quando este veio em visita a Bahia em 1859. No fim do século XIX, ainda ostentava a velha fachada colonial portuguesa, símbolo de decadência na nascente República. Recebeu então uma profunda reforma, ficando pronto em 1900, na gestão do governador da Bahia, Luís Viana. Passava então a exibir um nobre e imponente estilo neoclássico, bem ao gosto francês.

Em 10 de janeiro de 1912, o palácio foi um dos pontos atingidos pelo bombardeio efetuado na cidade do Salvador, a mando do Presidente da República Hermes da Fonseca. O prédio ficou praticamente em ruínas. Entre as várias perdas, a mais dolorosa foi a destruição do rico acervo de livros raros que ficava na parte térrea. Depois daí, começou a reconstrução, sendo reinaugurado pelo governador Antônio Ferrão Moniz de Aragão, em 1919. O palácio reerguido recebeu o nome de "Rio Branco", em homenagem a um dos maiores estadistas brasileiros, o Barão do Rio Branco. Em 1984 foi feita uma restauração completa no prédio, devido ao péssimo estado de conservação 

em que se encontrava. Hoje abriga a Fundação Pedro Calmon, a Fundação Cultural do Estado da Bahia e o "Memorial dos Governadores".

pa de pilão, recebendo posteriormente pequenas ampliações. Teve várias funções, como quartel e prisão. Abrigou Dom Pedro II, quando este veio em visita a Bahia em 1859. No fim do século XIX, ainda ostentava a velha fachada colonial portuguesa, símbolo de decadência na nascente República. Recebeu então uma profunda reforma, ficando pronto em 1900, na gestão do governador da Bahia, Luís Viana. Passava então a exibir um nobre e imponente estilo neoclássico, bem ao gosto francês.

Em 10 de janeiro de 1912, o palácio foi um dos pontos atingidos pelo bombardeio efetuado na cidade do Salvador, a mando do Presidente da República Hermes da Fonseca. O prédio ficou praticamente em ruínas. Entre as várias perdas, a mais dolorosa foi a destruíção do rico acervo de livros raros que ficava na parte térrea. Depois daí, começou a reconstrução, sendo reinaugurado pelo governador Antônio Ferrão Moniz de Aragão, em 1919. O palácio reerguido recebeu o nome de "Rio Branco", em homenagem a um dos maiores estadistas brasileiros, o Barão do Rio Branco. Em 1984 foi feita uma restauração completa no prédio, devido ao péssimo estado de conservação em que se encontrava. Hoje abriga a Fundação Pedro Calmon, a Fundação Cultural do Estado da Bahia e o "Memorial dos Governadores".


Elevador Lacerda

O Elevador Lacerda localiza-se na cidade de Salvador, estado da Bahia, no Brasil. Um dos principais pontos turísticos e cartão postal da cidade, este equipamento urbano fica na Praça Cayru no bairro do Comércio próximo ao Mercado Modelo, e liga a Cidade Baixa à Cidade Alta.

Do alto de suas torres, descortina-se a vista da Baía de Todos os Santos, do Mercado Modelo e, ao fundo, o Forte do Mar.

Foi construído pelo engenheiro Augusto Frederico de Lacerda, sócio do irmão, o comerciante Antônio Francisco de Lacerda, idealizador da Companhia de Transportes Urbanos, utilizando peças de aço importadas da Inglaterra. As obras foram iniciadas em 1869 e, com os dois elevadores hidráulicos funcionando, em dezembro de 1873 ocorreu a inauguração, com o nome de Elevador Hidráulico da Conceição da Praia. Popularmente conhecido como Elevador do Parafuso, posteriormente seria renomeado como Elevador Lacerda (1896), em homenagem ao seu construtor.

Após a sua inauguração, passou a ser o principal meio de transporte entre a Cidade Alta, onde se encontra o centro histórico, e a Cidade Baixa, local de concentração de atividades financeiras e comerciais em Salvador. Inicialmente operando com duas cabines, atualmente funciona com quatro modernas cabines eletrificadas que comportam 32 passageiros cada uma, com um tempo de permanência de 22 segundos.

Na estrutura inicial os passageiros tinham de ser pesados individualmente, e o peso total dos passageiros a serem transportados era calculado, somando-os até atingir o limite máximo de segurança. O Barão de Jeremoabo (Cícero Dantas) assim registrou a pesagem, dele próprio e de outras autoridades:

Em 16 de março de 1889 pesamo-nos no elevador, dando o seguinte resultado: Pinho - 54 quilos, ou 3 arrobas e 98 libras; Cícero - 61 quilos, ou 4 arrobas e 2 libras; Guimarães - 65 quilos ou 4 arrobas e 10 libras; Artur Rios - 73 quilos ou 4 arrobas e 26 libras; e Vaz Ferreira - 115 quilos, ou 7 arrobas e 20 libras."

Ao longo de sua história passou por quatro grandes reformas e revisões:

1. em julho de 1906 para a sua eletrificação;
2. em 1930 adicionaram-se mais dois elevadores e uma nova torre;
3. no início da década de 1980 houve uma revisão na estrutura de concreto; e
4. em 1997 foi feita a revisão de todo o maquinário elétrico e eletroeletrônico.

A reforma de 1930 conferiu-lhe a atual arquitetura em estilo Art déco. As duas cabines originais foram ampliadas para quatro, sendo que cada uma delas com a capacidade de transportar até vinte e sete passageiros. A inauguração da obra deu-se a 1 de janeiro daquele ano.

Foi tombado  pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 7 de dezembro de 2006.


Características

O Elevador Lacerda tem 191 pés de altura (72 metros) e duas torres: uma que sai da rocha e perfura a Ladeira da Montanha, equilibrando as cabines, e outra, mais visível, que se articula à primeira torre, descendo até ao nível da Cidade Baixa. O elevador mais famoso da Bahia chega a transportar 900 mil passageiros por mês ou, em média, 28 mil pessoas por dia ao custo de quinze centavos de real por passageiro, num percurso de trinta segundos de duração.


Mercado Modelo

 

O Mercado Modelo localiza-se na cidade de Salvador, estado da Bahia, no Brasil.

Situado no bairro do Comércio, uma das zonas comerciais mais antigas e tradicionais de Salvador, constitui-se em importante atração turística. Diante da Baía de Todos os Santos, é vizinho do Elevador Lacerda e do Centro Histórico/Pelourinho.

Abriga duzentas e sessenta e três lojas que oferecem a maior variedade de artesanato, presentes e lembranças da Bahia, contando com dois dos mais tradicionais restaurantes de culinária baiana, o Maria de São Pedro, com oitenta anos de existência e o Camafeu de Oxossi.

História

Inaugurado em 1912, o Mercado Modelo surgiu pela necessidade de um centro de abastecimento na Cidade Baixa de Salvador. Entre a Alfândega e o largo da Conceição, constituía-se em um centro comercial onde era possível adquirir itens tão variados como hortifrutigranjeiros, cereais, animais, charutos, cachaças e artigos para o Candomblé.

Era servido pela rampa que leva o seu nome, antigo porto dos saveiros que atravessavam a baía de Todos os Santos.

Em 1969 foi vítima do mais violento incêndio de sua história, a tal ponto que se tornou necessária a demolição do antigo imóvel. A partir de 2 de Fevereiro de 1971, passou a ocupar o edifício da 3º Alfândega de Salvador, uma construção de 1861 em estilo neoclássico, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). No local, onde funcionava o primitivo Mercado, foi erguida uma escultura de Mário Cravo Junior.

Um novo incêndio que lhe destruiu as instalações levou a uma extensa reforma do edifício, em 1984, permitindo a sua reinauguração.

Mercado Modelo, Salvador, Bahia Estilo dominante Eclético Início da construção 1860 (152 anos) Fim da construção 1911 (101 anos) Inauguração 1912 (100 anos)
1984 (28 anos) recuperada Dimensões Número de andares 2 andares Local Salvador, Bahia


Mário Cravo

Mario Cravo Junior (Salvador, 13 de abril de 1923) é um desenhista, pintor, gravador e escultor brasileiro. Faz parte da primeira geração de artistas plásticos modernistas da Bahia, ao lado de Carlos Bastos e Genaro de Carvalho. Em 70 anos de atividade como artista plástico, ele reúne inúmeras exposições individuais e coletivas, prêmios, esculturas em espaços abertos em muitos pontos do Brasil, sobretudo em Salvador, além de obras adquiridas por museus internacionais.

Mario Cravo

Nome completo Mario Cravo Júnior

Nascimento 13 de abril de 1923 (88 anos)

Salvador, Bahia

Nacionalidade Brasileiro

Ocupação desenhista, pintor, gravador e escultor


Praça Castro Alves

A Praça Castro Alves é um logradouro situado na cidade de Salvador, capital do estado brasileiro da Bahia, localizada na parte central do antigo centro urbano, na Cidade Alta.


História

Na época conhecida como Largo do Teatro, foi o local no qual D. João, príncipe regente de Portugal, e sua corte foram recebidos pelos representantes da Câmara Municipal, no dia 23 de janeiro de 1808.

No lugar onde está situada existia o importante Teatro São João, destruído em um incêndio no ano de 1923.

Foi no São João que o poeta dos escravos conheceu a atriz portuguesa Eugênia Câmara por quem apaixonou-se e viveu um romance.

A estátua de Castro Alves foi fundida na oficina de Angelo Aureli, em São Paulo, chegando à Bahia, em dezembro de 1922.É um trabalho do escultor italiano Pasquale de Chirico e representa o poeta na atitude de fala ou está declamando, tendo a cabeça descoberta, fronte erguida, olhar perdido no infinito, chapéu mole de estudante à mão esquerda, braço direito estendido.

Na manhã de 20 de junho de 1923, a estátua, me bronze do poeta, foi levantada até o topo da coluna que lhe serve de base.

Os blocos que serviram para o pedestal e o (...) são de granito. Concluída a obra, inaugurou-se o monumento no dia 6 de julho de 1923.

O monumento, em sua totalidade, mede 10,74m de altura. O pedestal tem 6 degraus, o primeiro com 0,35m de altura e os outros com 0,25m, cada um.

O (...) mede 6,80m e a estátua de bronze do poeta mede 2,34m de altura. De um lado da coluna, há um grupo em bronze, com 2,16m representando um anjo em posição de vôo, a levantar uma mulher escrava pelo braço, erguendo-a à altura.

Do outro lado da coluna, encontra-se um livro aberto com uma espada atravessada, tendo em letras douradas o seguinte verso: Não cora o sabre de hombrear com o livro.

Em placa de mármore, numa das faces da base, lê-se: A Bahia a Castro Alves. A estátua do poeta, excelente

Em 1971, por ocasião do centenário de morte do poeta, seus restos mortais foram transferidos do cemitério do Campo Santo para o monumento que, assim, passou também a ser túmulo de Castro Alves.

A Praça é o ponto central do Carnaval de Salvador.Ali, a partir da década de 1970, passou a acontecer, nas noites de terça-feira da folia (último dia de carnaval) o que veio a se tornar mais uma tradição do festejo: o "Encontro de Trios", onde vários trios elétricos e seus blocos se juntam para o encerramento da festa.

 

Localização

A Praça situa-se ao final da Avenida Sete de Setembro e começo da Rua Chile. Limita-se com o promontório que divide as "cidades" Alta da Baixa - a que tem acesso pela Ladeira da Montanha, dando-lhe uma visão que abarca parte da baía de Todos os Santos.


Cultura popular

Na música

O compositor e cantor Caetano Veloso, parafraseando o poeta homenageado, que recitara no seu poema O Povo ao Poder - "A praça! A praça é do povo/Como o céu é do condor" - imortalizou o logradouro na sua canção “Um Frevo Novo”, com os versos: "A Praça Castro Alves é do povo / Como o céu é do avião".


Forte de São Marcelo

O Forte de Nossa Senhora do Pópulo e São Marcelo, popularmente conhecido como Forte do Mar, localiza-se em Salvador, capital do estado brasileiro da Bahia.

Erguido sobre um pequeno banco de arrecifes a cerca de 300 metros da costa, fronteiro ao centro histórico da cidade, destaca-se por se encontrar dentro das águas, como o Forte Tamandaré da Laje, no Rio de Janeiro, e ser o único de planta circular no país, inspirado no Castelo de Santo Ângelo História.

Antecedentes

A primitiva concepção desta fortificação remonta a 1608 com risco do engenheiro-mor e dirigente das obras de fortificação do Brasil, Francisco de Frias da Mesquita. Alguns autores, porém, atribuem o seu risco inicial ao engenheiro-mor de Portugal, o cremonense Leonardo Torriani, em 1605. Encontra-se figurada por João Teixeira Albernaz, o velho em "um retângulo de pergaminho em que se vê o projeto de edifício e do forte sobre a lajem do porto, que se há de fazer. Quem soerguer este retângulo de pergaminho vê a dita lajem desenhada na folha maior", a ser artilhado com seis peças, no formato de polígono quadrangular regular (Planta da cidade de Salvador, na Bahia de Todos os Santos, 1612. In: Livro que dá Razão do Estado do Brazil, c. 1616. Biblioteca Pública Municipal do Porto). Num outro exemplar da mesma obra, o referido projeto já está definitivamente incorporado ao desenho da planta (Planta da Cidade de Salvador, na Bahia de todos os Santos, 1616. Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro), o que indica que o início da sua construção é posterior a 1612.

Terminado em 1623, no Governo-Geral de D. Diogo de Mendonça Furtado (1621-1624), esteve inicialmente artilhado com dezenove peças de diversos calibres (BARRETTO, 1958:174). Durante a invasão holandesa de 1624, foi a primeira praça ocupada pelos conquistadores, que dele dispararam as balas incendiárias que aterrorizaram os moradores da cidade, facilitando a invasão. Anos mais tarde, entre Abril e Maio de 1638, durante a tentativa de invasão do Conde Johan Maurits van Nassau-Siegen (1604-1679), também teve papel decisivo, logrando manter a esquadra holandesa a distância.

 


Itapoã

Itapoã

Em Tupi Guarani, Itapoã quer dizer "pedra que ronca". Conta a história que uma pedra roncava, na praia de Itapoá, sempre que a maré estava vazante e isso acabou dando origem ao nome ao bairro, um dos mais famosos de Salvador. No início da década de 50, Itapoã era apenas uma colônia de pescadores em uma região afastada do centro de Salvador. A praia passou a ser ponto de veraneio predileto dos soteropolitanos e hoje é um dos bairros mais populosos e populares da capital baiana.

Localizada numa espécie de enseada de águas claras, Itapoã tem o mar calmo e areias enfeitadas por coqueiros. E tem coisas que só acontecem lá. Segunda- feira, por exemplo, é dia de reunir os times de futebol da vizinhança para aquele show de bola. O tradicional Baba da Ressaca reúne, logo na manhã seguinte ao agitado domingo, jogadores selecionados entre os moradores do bairro, sendo mais um ponto de encontro da comunidade do bairro. Os times se enfrentam na Associação dos ex-combatentes para curar a ressaca de domingo.


 O Forte de Nossa Senhora de Monte Serrat

O Forte de Nossa Senhora de Monte Serrat localiza-se em posição dominante na ponta de Monte Serrat, limite Norte da cidade de Salvador à época do Brasil Colônia, atual rua da Boa Viagem, no litoral do estado da Bahia, no Brasil.

 

O atual forte

O Governador Geral João de Lencastre (1694-1702), fez reedificar o primitivo fortim, em alvenaria de pedra e cal, edificado com planta do Engenheiro florentino Baccio da Filicaia (GARRIDO, 1940:94). Os trabalhos só foram concluídos, entretanto, em 1742, sob o governo do Vice-rei D. André de Melo e Castro (1735-1749).

De acordo com iconografia de José António Caldas (Planta e prospeto do forte de N. Srª de Monserrate. in: Cartas topográficas contem as plantas e prospectos das fortalezas que defendem a cidade da Bahia de Todos os Santos e seu recôncavo por mar e terra, c. 1764. Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa), a sua estrutura apresentava planta no formato de um polígono hexagonal irregular, com parapeitos à barbeta e, nos vértices, guaritas circulares recobertas porcúpulas. No terrapleno, pelo lado do portão de acesso, observa-se uma edificação de dois pavimentos, abrigando as dependências de serviço (Casa de Comando, Quartel da Tropa, Casa da Palamenta, e outras), e a cisterna. Originalmente o seu acesso se dava por uma ponte levadiçaentre a rampa e o terrapleno, e o Corpo da Guarda tinha, no pavimento térreo, dois quartéis flanqueando a entrada.

Também se encontra representado em uma iconografia de Carlos Julião, sob o nome de 1. Monserrate (Elevaçam e fasada que mostra em prospeto pela marinha, a cidade de Salvador, Bahia de todos os Santos, 1779. Gabinete de Estudos Arqueológicos de Engenharia Militar, Lisboa), ilustrada com os desenhos de trajes típicos femininos.


O Pelourinho é o nome de um bairro de Salvador, a capital do estado brasileiro da Bahia. Se localiza no Centro Histórico da cidade, o qual possui um conjunto arquitetônico colonial barroco português preservado e integrante do Patrimônio Histórico da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

O bairro é carinhosamente chamado de "Pelô" pelos moradores.

 

A palavra pelourinho se refere a uma coluna de pedra, localizada normalmente ao centro de uma praça, onde criminosos eram expostos e castigados. No Brasil Colônia, era, principalmente, usado para castigar escravos.

História


 A história do bairro soteropolitano está, intimamente, ligada à história da própria cidade, fundada em 1549 por Tomé de Sousa, primeiro governador-geral do Brasil, que escolheu o lugar onde se localiza o Pelourinho por sua localização estratégica - no alto, próximo ao porto e com uma barreira natural constituída por uma elevação abrupta do terreno, verdadeira muralha de até noventa metros de altura por quinze quilômetros de extensão, facilitando a defesa da cidade.

Era um bairro eminentemente residencial, onde se concentravam as melhores moradias até o início do século XX.

A partir dos anos 1960, o Pelourinho sofreu um forte processo de degradação, com a modernização da cidade e a transferência de atividades econômicas para outras regiões da capital baiana, o que transformou a região do Centro Histórico em um antro de prostituição e marginalidade.

Somente a partir dos anos 1980 (com o reconhecimento do casario como Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e dos anos 1990 (com a revitalização da região) é que o Pelourinho transformou-se no que é hoje: um centro de efervescência cultural.

Nas últimas décadas, o Pelourinho passou a atrair artistas de todos os gêneros: cinema, música, pintura, tornando-o um importante centro cultural de Salvador.


               

                           Dique do Tororó


O Dique do Tororó é um dos mais famosos e belos cartões postais de Salvador.

 

O Dique do Tororó é um dos mais famosos e belos cartões postais de Salvador. Construído pelos holandeses, no século XVIII, com um espelho d'água de cerca de 110 mil metros quadrados, o local sofreu sucessivas reformas com o passar do tempo. Em 1998, durante uma dessas reformas, o ponto turístico ganhou novos equipamentos de esporte e lazer, anfiteatro, centros comunitários e restaurantes, além de doze esculturas de orixás assinadas pelo artista plástico Tati Moreno.


                                 

 Igreja do Bomfim

A igreja Basílica Santuário Senhor Bom Jesus do Bonfim, em Salvador, foi construída entre 1746 e 1754, para abrigar a imagem do Senhor Bom Jesus do Bonfim, trazida de Lisboa, em 1745. Em 1927, o papa Pio XI elevou o templo à dignidade de Basílica.

A arquitetura é em estilo neo-clássico e fachada em rococó. Segue o modelo das igrejas portuguesas dos séculos 18 e 19, com belos afrescos e azulejaria.

O Senhor do Bonfim é o padroeiro da Bahia e um ícone da fé baiana. A igreja atrai muitos devotos, turistas e peregrinos. As famosas fitinhas do Senhor do Bonfim são confeccionadas desde o início do século 19 e têm a medida do comprimento do braço direito até o peito da imagem do Senhor do Bonfim.

A tradicional Festa do Bonfim é celebrada desde o século 18, em janeiro. O dia do padroeiro ocorre no 2º domingo, depois da Festa da Epifania do Senhor.

A Lavagem (das escadarias e do adro da Igreja) do Bonfim é a mais importante festa religiosa (profana) da Bahia. Inicia-se com o cortejo de baianas que caminham desde a Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia até o alto do Bonfim, carregando água de cheiro. O percurso é de oito quilômetros de festa. Termina ao som de trios elétricos (se é que termina).


                   

                                                      BaÍa de Todos os Santos

                                                                                                    
A maior baía do Brasil em extensão territorial 1052 km² e também em diversidade cultural, artesanato, história, arquitetura colonial (igrejas, fortalezas, belos solares coloniais e sedes de fazendas) e ecossistemas ricos em belíssimas paisagens, biodiversidade como manguezais, Mata Atlântica remanescente, coqueirais, bananais e recifes de corais onde estão presentes a foz dos Rios Paraguaçu, Jaguaripe, Subaé e inúmeros riachos que desembocam nas águas do oceano Atlântico. Este cenário é sede de diversos trabalhos ambientais como os das Ongs Instituto Mamíferos Aquáticos e ABCRN e deu origem através do Decreto Estadual 7595 (1999) à Área de proteção Ambiental (APA) da Baía de Todos os Santos.

Seus principais limites são: o Porto da Barra ao Norte (na cidade de Salvador) e a Ponta do Garcês no extremo sul (município de Jaguaripe) e sua área propicia diversas opções para o lazer como o turismo em suas ilhas e praias paradisíacas de águas calmas e cristalinas.

Seus principais limites são: o Porto da Barra ao Norte (na cidade de Salvador) e a Ponta do Garcês no extremo sul (município de Jaguaripe) e sua área propicia diversas opções para o lazer como o turismo em suas ilhas e praias paradisíacas de águas calmas e cristalinas ou a prática de esportes náuticos como o mergulho que vislumbra recifes de corais e destroços de naus e galeões naufragados ao longo da colonização brasileira onde é encontrada uma grande variedade de vida marinha em cenários submarinos com profundidades entre 12 e 45 metros e visibilidade entre 10 a 20 metros.

Vários eventos náuticos acontecem durante a alta estação como as regatas Aratu / Maragogipe, o Campeonato baiano de Windsurfe e a Travessia Mar Grande / Salvador, competição de natação em mar aberto.

O arquipélago da Baía de Todos os Santos é formado por 56 ilhas tropicais onde se destacam as ilhas de Itaparica (a maior ilha marítima do Brasil), Madre Deus, Maré, Frades, Medo, Bom Jesus dos Passos, Vacas, Maria Guarda, Cajaíba, Cal, São Gonçalo e Matarandiba sendo o uso de embarcações particulares ou escunas o principal meio de transporte para o acesso a estas ilhas. 

                      

Igreja e Convento de São Francisco

Considerado um dos mais extraordinários monumentos do barroco mundial, o templo de São Francisco, erguido em 1723, foi construído em torno de um claustro quadrado, tem um subsolo e dois pavimentos sobre o nível da rua. Sua decoração mostra ricos painéis de azulejo da primeira metade do século XVIII, parte deles criada por Bartolomeu Antunes de Jesus em 1737, em Lisboa. Além disso, a igreja é coberta por 800 quilos de ouro.

                        
Centenas de quilos de ouro – uma tonelada, diz a lenda - foram usadas para revestir os altares da igreja mais rica do país, com talhas de anjos, atlantes, animais e flores. Considerado um dos mais extraordinários monumentos do barroco mundial, o templo de São Francisco, erguido em 1723, tem ainda balaustradas em jacarandá negro, pinturas ilusionistas e uma bela imagem de São Pedro de Alcântara, em obra atribuída ao escultor baiano Manoel Inácio da Costa. O convento, que faz parte do complexo, tem o pátio interno com paredes revestidas de azulejos portugueses, obra de Bartolomeu Antunes de Jesus, que reproduzem o nascimento de São Francisco e sua renúncia aos bens materiais. Não é permitido fotografar com flash no interior da igreja.

                       
A Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia, ou Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, construída em 1623, é a uma das paróquias mais antigas da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, sua primeira igreja foi feita por determinação do primeiro governador-geral do Brasil: Tomé de Sousa, sua atual construção em estilo Barroco foi feita toda de pedra sabão trazida de Portugal. Sua Elevação a Sacrossanta basílica se deu em 1946. O papa Pio XII declarou Nossa Senhora da Conceição padroeira única e secular do Estado da Bahia.

Recebeu o título de basílica menor por meio da Carta Apostólica Coruscantis sideris, de 7 de outubro de 1946, do Papa Pio XII.

Sua localização fica próxima ao Elevador Lacerda e do Mercado Modelo sendo alvo de inúmeras visitas dos turístas.

 


Praça Da Piedade

A Praça da Piedade localiza-se no centro histórico da cidade do Salvador, estado da Bahia, no Brasil. A origem do nome se explica pelo seu uso. Era o local onde presos seriam executados, como foi o caso dos cabeças da Revolta dos Alfaiates, em 1799. Os condenados à forca eram levados a pé do Paço Municipal, onde ficava a cadeia, passavam pela rua Carlos Gomes até chegar à rua da Forca. Até hoje a rua que fica em frente à entrada principal da Piedade, guarda esse nome. Servida pelas Avenidas 7 de Setembro e Joana Angélica, é um dos principais e mais antigos logradouros soteropolitanos, tomando o seu nome da bela e imponente catedral nela localizada, sob a invocação de Nossa Senhora da Piedade.

Além da belíssima Catedral de Nossa Senhora da Piedade, há também a Igreja de São Pedro.

Na "Piedade", como é carinhosamente conhecida pelos baianos, também está localizado o Gabinete Português de Leitura, a Faculdade de Economia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a antiga sede da Secretaria Estadual de Segurança Pública, além de transversais que para ela confluem levando à Estação da Lapa (unidade central de transporte urbano), o "Shoping Piedade", e todo o vicejante comércio popular que gravita em torno.

O Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), secular instituição, também se situa em suas imediações.
A Piedade, na segunda metade do século XIX.
A Praça, no começo do século XX.

A praça está implantada próximo ao local onde, em época colonial, havia um dos portões que se rasgavam nas muralhas da então Capital do Estado do Brasil.

Constituíndo-se, no século XVIII, na principal praça da cidade, aí foram executados, a 8 de novembro de 1799, os quatro condenados da Conjuração baiana, aí tendo ficado expostas a cabeça e as mãos de Luís Gonzaga das Virgens, autor de panfletos que pregavam a independência da Bahia e a abolição da escravatura.

Freqüente local de manifestações populares e políticas, já nas lutas que precederam a guerra pela Independência da Bahia a Piedade foi palco de embates, dentre os quais aquele que veio a vitimar a abadessa Joana Angélica, no Convento da Lapa.

Mais tarde, novos combates capitaneados pelo grande tribuno baiano Cezar Zama tiveram lugar nesta praça, morrendo muitos populares no movimento que culminou com a derrubada do governador José Gonçalves da Silva, quando este apoiara o golpe de estado promovido por Deodoro da Fonseca, no final do século XIX.

No século XX, nas décadas de 1970 e de 1980 a praça viveu momentos de abandono e de insegurança, com franca deterioração, que vitimou os tradicionais camaleões que ali habitavam. Restaurada, voltou a ser palco de movimentado fluxo de pessoas, descanso e encontro de moradores idosos.
Parte do chamado Circuito do Carnaval da Capital da Bahia, a Praça da Piedade continua um dos principais logradouros de Salvador.



Maior Festa de Rua do Mundo Carnaval de Salvador Bahia

História - A origem do carnaval baiano é a mesma de todos os carnavais comemorados nas áreas urbanas brasileiras no início do século 20. Blocos, cordões e sociedades carnavalescas existiam em todo o estado. As manifestações mais populares eram concentradas na Baixa do Sapateiro, onde a grande diversão era fazer brincadeiras muito próximas as do entrudo. É na década de 50 que o carnaval baiano começa a tomar a forma que conhecemos hoje - com foliões se divertindo atrás de carros de som, que posteriormente, seriam batizados de trios elétricos.

Trio elétrico é o nome pelo qual é chamado o caminhão adaptado com aparelhos de sonorização com estrutura para shows de aproximadamente sete horas. O carro que deu origem ao que chamamos de trio elétrico hoje foi criado pelos amigos Adolfo Antônio do Nascimento (Dodô) e Osmar Alvares Macedo (Osmar), no ano de 1950. Osmar, que era proprietário de uma oficina mecânica, decidiu decorar um Ford 1929 com vários círculos coloridos, como se fossem confetes e colou uma placa com os dizeres "Dupla elétrica". Dodô montou uma fonte que foi ligada à corrente de uma bateria de automóvel, que alimentava o funcionamento dos alto-falantes instalados no carro. A dupla saiu no domingo de carnaval pelas ruas de Salvador e arrastou milhares de folião. No ano seguinte, a dupla convidou um amigo para formar um trio, o "trio elétrico".

A partir de então, novos trios elétricos surgiram no carnaval de Salvador. Nessa época, os músicos ainda tocavam em cima de caminhonetes, em estruturas bem diferentes dos trios atuais. Na década de 60, a Prefeitura de Salvador começou a promover concursos de trios elétricos, assim, os desfiles dos trios se tornava tradição na Bahia. Isso permitiu que no decorrer dos anos, os carros fossem aperfeiçoados e já na década de 80 existiam trios com palcos giratórios e elevadores automáticos.

No início da década de 1990, o carnaval de Salvador passa a ser profissionalmente comercializado e atrai dezenas de patrocinadores, sem necessitar tanto do aporte da Prefeitura de Salvador. A partir de então, novos ritmos passaram a fazer parte da festa, como o pagode e a música afro.
Para organizar o público de cada bloco carnavalesco e tornar os trios economicamente rentáveis foram criados os abadás, camisas identificadas com os nomes e cores de cada bloco, que dão direito aos foliões brincar dentro das cordas.

Aos foliões que não possuem abadá também é dado direito de brincar o carnaval. Batizados de pipoca, esse público curte o carnaval do lado de fora dos trios e pode acompanhar o artista de sua preferência ao longo do circuito. Existem três circuitos principais.

Ritmos predominantes
 - Axé e afoxé

Axé music

Axé music, a partir da década de 90, os baianos adotaram o estilo musical como trilha sonora dos preparativos para o Carnaval. O ritmo representa a união entre vários estilos (afro, frevo baianos, samba). Nomes como Daniela Mercury, Margareth Menezes e Luiz Caldas ajudaram a projetar o axé music para o Brasil todo. O ritmo rapidamente se espalhou pelo país todo (com a realização de carnavais fora de época, as micaretas), e fortaleceu-se como indústria, produzindo sucessos durante todo o ano.

Afoxé

De origem iorubá, a palavra afoxé poderia ser traduzida como "a fala que faz". Para alguns pesquisadores seria uma forma diversa do maracatu. Três instrumentos básicos fazem parte desta manifestação. O afoxé (ou agbê), cabaça coberta por uma rede formada de sementes ou contas, os atabaques, e o agogô, formado por duas campânulas de metal. As melodias entoadas nos cortejos dos afoxés são praticamente as mesmas cantigas entoadas nos terreiros afro-brasileiros que seguem a linha jexá. O Afoxé, longe de ser, como muita gente imagina, apenas um bloco carnavalesco, tem profunda vinculação com as manifestações religiosas dos terreiros de candomblé.


                                              Bairro Rio Vermelho

História
Conhecida como uma das mais populares festas de celebração pública do candomblé, o festejo acontece desde 1923, quando houve diminuição na oferta de peixes da Vila dos Pescadores do Rio Vermelho. A tradição conta que eles pediram ajuda ao orixá, conhecida como a Rainha do Mar, e seguiram para ofertar presentes para Iemanjá. A oferta foi feita no meio do mar e, desde então, a festa é realizada todos os anos no dia dois de fevereiro.

O Rio Vermelho tem sua história iniciada no século XVI, com o naufrágio de Caramuru ao seu território. Aqui viviam os tupinambás e Caramuru foi o elo de comunicação entre os nativos e os europeus. Quando o primeiro governador-geral chegou a Salvador, as terras a uma légua para o norte e duas léguas para o sertão do Rio Camarajipe foram doadas a Antônio de Ataíde. E assim nasceu o Rio Vermelho. Inicialmente a região tinha poucos habitantes, com uma paisagem de currais, armação de pesca e jesuítas.

Com a invasão holandesa de 1624, muito moradores vieram para o Rio Vermelho, pela distância do local invadido. Aproveitando o clima tenso e a desorganização dos brancos, alguns escravos fugiram para as matas frondosas, formando em 1629 um quilombo no Rio Vermelho. Este quilombo foi esmagado três anos depois pelos capitães-do-mato Francisco Dias de Ávila e João Barbosa Almeida. Os pescadores, que tem presença marcante até hoje, dominavam o lugar no século XVII. Nas palavras do visitante francês Tollenare: " é um povoado de pescadores, de umas 100 cabanas, na foz de um pequeno rio que se lança no mar a uma légua a leste do Cabo de Santo Antônio. Os arredores são encantadores e um forte muito arruinado contribui para o pitoresco da paisagem". Com o passar dos anos, em meados do século XIX, o Rio Vermelho tinha três núcleos de povoamento definidos: Paciência, Mariquita e Santana. No último havia a igreja velha da matriz, e atraía pessoas de todos os cantos da cidade devido aos festejos religiosos.


Acarajé Da Bahia

acarajé é uma iguaria típica da Bahia, com origem africana, Sua massa é feita com feijão fradinho + temperos, e em seguida frita numa panela de azeite de dendê fervendo. O resultado é uma espécie de bolinho crocante, que fica delicioso com todos os acompanhamentos presentes no tabuleiro: vatapá, caruru, camarão seco, salada de tomate e pimenta!

Além do acarajé, no tabuleiro da baiana tem abará, feito com a mesma massa do acarajé, porém cozido ao invés de frito, o que o torna mais saudável. E como sobremesa, não deixe de experimentar o bolinho de estudante, à base de tapioca e leite de côco, ou as famosas cocadas de côco branco, côco queimado ou amendoim!!!

Veja a lista das baianas de acarajé mais famosas da cidade de Salvador:

1. Acarajé da Dinha
Dinha foi a primeira baiana de acarajé a ganhar fama na cidade. Depois que ela faleceu, as mulheres da família continuaram com o negócio. As mesas espalhadas pelo Largo de Santana ficam lotadas. Geralmente, elas abrem o tabuleiro a partir das 14horas, todos os dias.

Endereço: 
Largo de Santana, s/n,  Rio Vermelho

2. Acarajé da Regina
É no tabuleiro de Regina que você encontrará o abará mais maravilhoso da cidade,na minha opinião. Massa perfeita, que derrete na boca. O segredo é encher de vatapá, camarão seco, pimenta, um pouquinho de salada e huuummmmmmmmm…se deliciar! E ainda é mais saudável que o acarajé, já que não é frito!

Endereço:
Praça de Santana, s/n,  Rio Vermelho


3. Acarajé da Cira
O tabuleiro mais famoso da cidade é o de Cira em Itapuã. A região já é movimentada, com vários botecos simples, e muita gente circulando. Vale a pena encarar a fila que se forma à qualquer hora do dia nos finais de semana para comer o seu acarajé, abará ou bolinho de estudante. Uma delícia! O sucesso de Cira em Itapuã foi tanto que ela começou a expandir o negócio, abrindo filiais no Rio Vermelho e em Lauro de Freitas, comandadas, respectivamente, por filha e neta da baiana.

Endereços:
Rua Aristides Milton, s/n, Itapuã
Largo da Mariquita, s/n, Rio Vermelho
Estrada do Côco, em frente ao Hospital Aeroporto, Lauro de Freitas

4. Acarajé da Loura
Essa baiana montou seu tabuleiro num bairro nobre da cidade de Salvador, o horto florestal, e ganhou fama pelo quitute muito saboroso. A clientele é bonita e costuma lotar nos horários de happy hour. Há mesinhas de plásticos para quem quiser saborear com calma.

Endereço:
Avenida Santa Luzia, s/n, em frente ao posto de gasolina Ipiranga.

5. Acarajé de Dona Emília
Esse tabuleiro fica de frente para o Porto da Barra e você pode degustar os quitutes sob a sombra de uma bela árvore na pracinha ao lado.

                                       Plano Inclinado Gonçalves
O Plano Inclinado Gonçalves  localiza-se no Centro Histórico de Salvador, no estado brasileiro da Bahia. Constitui-se em um plano inclinado, um dos mais antigos da cidade, atrás da Catedral Basílica da  e que liga o bairro do Comércio ao Pelourinho. O seu acesso dá-se, na Cidade Alta, pela praça Ramos de Queiroz e, na Cidade Baixa, pela rua Francisco Gonçalves.

Possui duas cabines com as dimensões de um bonde regular, cada uma com capacidade para transportar 36 passageiros.

Acredita-se que foi inaugurado em 1874, quando teria trilhos e dois vagões. Em 1888 uma empresa inglesa, sem experiência no ramo, recebeu uma encomenda para um tipo de funicular, com carros constituídos por uma simples plataforma plana que possívelmente em algum momento transportou bondes a cavalo incluindo os animais. Posteriormente, recebeu uma cabina fechada, passando a transportar passageiros. A linha, denominada de "Chariot", conheceu vários acidentes, vindo a ser encerrada.

Outras informações dão conta de que a construção do Plano no lugar do Guindaste dos Padres deu-se antes da do Elevador do Taboão, entre 1887 e 1889, por iniciativa da Companhia Linha Circular de Carris da Bahia. O Plano Inclinado Isabel, como seria inicialmente chamado, foi inaugurado em 25 de dezembro de 1889, quando a Proclamação da República Brasileira já havia ocorrido; por isso, a homenagem à até então futura herdeira da coroa brasileira, princesa Isabel do Brasil, foi transferida para o comendador Manuel Francisco Gonçalves, diretor da Companhia construtora do Plano.


                        Plano Inclinado Pilar

O Plano Inclinado do Pilar localiza-se no bairro do Pilar, na cidade de Salvador, no estado brasileiro da Bahia. O ascensor liga a Rua do Pilar, na Cidade Baixa, ao bairro de Santo Antônio Além do Carmo, na Cidade Alta.

Foi construído em 1897, onde já existia o Guindaste dos Carmelitas . Entre 1912 e 1915, a linha foi eletrificada pela empresa Otis, período em que recebeu novos carros, construídos pela empresa estadunidense "Brill", em Filadélfia, e foi removida a cremalheira. Os novos carros tinham pavimento ajustável que acompanhava a inclinação da linha, 83% segundo aquele fabricante.


                       Bairro Campo Grande

O Campo Grande é um bairro de classe média-alta de Salvador. Surgido no início do século XIX em torno da Praça de mesmo nome, sofreu uma série de transformações urbanas no decorrer da sua história. Constitui-se em um dinâmico centro cultural, nomeadamente devido à presença de instituições como o Teatro Castro Alves (TCA) e o Teatro Vila Velha, de importantes colégios e de associações como a "Casa d'Itália" na sua área.

A sua origem está relacionada, no contexto da transferência da corte portuguesa para o Brasil, com a passagem da Família Real Portuguesa a Salvador (1808). Diferentemente de bairros mais antigos, neste, as casas foram construídas distantes dos lotes vizinhos e das vias públicas.

A praça do Campo Grande, primitivamente denominada como Campo de São Pedro, viria a ser palco de aguerridos combates durante os eventos que precederam as lutas pela Independência da Bahia, já em 1821, dada a vizinhança com o forte de São Pedro, praça disputada pelas vertentes em conflito no seio das tropas: brasileiros e portugueses.

Cortada ao meio por um profundo vale, foi somente ao final do século XIX, no governo republicano de Rodrigues Lima, que a praça foi ricamente ornamentada e recebeu a configuração que hoje ostenta, com monumentos grandiosos encomendados na França, evocando os heróis das lutas pela Independência da Bahia.